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Tenho de vos contar: sofro de algumas esquisitices e peculiaridades. Por exemplo, não gosto de bullies. Não gosto de cobardes. Não gosto de bullies e de cobardes que aproveitam as hordas carregadas de bílis das redes sociais para, seguros lá no meio, verterem ódio – porque sozinhos não têm opinião nem coragem para a proclamar. Não gosto de pessoas que exploram as vulnerabilidades de outros – sobretudo quando esses outros são abertos sobre as ditas e as tentam transformar numa força, desde logo de exibição e de exigência de respeito pela diferença.

Como resultado das minhas peculiaridades, passando estes dias pelas redes sociais – ou pelos meios de comunicação americanos ou pelo twitter daquela pessoa tóxica moralmente repugnante – sou (mais as pessoas possuidoras quer de sentido ético como estético) presenteada com náuseas pelo ódio despejado sobre Greta Thunberg. Uma miúda de dezasseis anos que usa a sua voz para pedir algo, diria, pertinente: a preservação do planeta – bastante maltratado pelos mais velhos – para a sua geração. Em resumo: uma miúda pilulas que julga poder representar os jovens na exigência de efetivo combate às alterações climáticas. Porque diabo não pode um septuagenário representar os jovens? Que jovens picuinhas.

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