A resposta da Europa às múltiplas crises que está a viver, guerra, crise energética e escalada da inflação, tem sido razoavelmente coordenada e eficiente. Em particular, as medidas de reforço das reservas de gás e de poupança de energia propostas pela Comissão Europeia, que à partida pareciam mais polémicas do que as sanções à Rússia por exemplo, foram geralmente bem aceites pelos Estados-Membros, depois de consideradas exceções para alguns casos específicos (como é o caso da Península Ibérica).

Por detrás desta união, sente-se alguma fragilidade nas lideranças políticas. O Presidente Francês perdeu a maioria na Assembleia Nacional, o que poderá dificultar a continuidade das reformas que foram realizadas com algum custo social e político no primeiro mandato. O Chanceler Alemão está prestes a enfrentar um difícil inverno, que poderá obrigar a cortes de produção ou a negociações difíceis com os outros partidos da coligação para diversificar as fontes de energia, em particular a nuclear. Já fora da União Europeia, as sondagens mais recentes apontam para que o Partido Conservador no Reino Unido eleja uma nova Primeira-Ministra, Liz Truss, que nos últimos meses se tem revelado a cara da oposição ao acordo de cooperação e comércio entre o Reino Unido e a União Europeia.

No entanto, o caso italiano, que tem atraído menos atenção mediática, poderá revelar-se importante para Portugal, por causa do risco de contágio.

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