O PS e o governo têm uma estratégia bem clara: cada vez que um assunto se torna incómodo, lançam a máxima confusão possível para combater a verdade e para espalhar culpas sobre todos. É o que estão a fazer com a TAP. A TAP já custou um ministro e alguns secretários de Estado ao governo, muito dinheiro aos portugueses, um inquérito parlamentar cheio de mentiras e ofensas entre membros do governo, e várias mudanças de posições do PS. O governo agora quer passar o incómodo para outros, nomeadamente para a oposição e para o anterior governo de Passos Coelho.

O objectivo é colocar os portugueses a dizerem, sim o PS errou, mas o PSD também. Sim o governo de Costa cometeu erros, mas o governo de Passos também. É a última versão da velha estratégia socialista: em Portugal, não há inocentes; são todos igualmente culpados, o que diminui a culpa socialista.

No caso da TAP, há dois grandes culpados: os governos de Sócrates e de Costa. Vamos começar na decisão desastrosa do governo de Sócrates de comprar, em 2006, uma companhia de manutenção aérea no Brasil. Entre 2006 e 2012, a TAP perdeu 600 milhões de euros com esse investimento, cerca de 100 milhões por ano. Ninguém tem interesse em saber por que razão e como esse negócio foi feito? Foi mais um dos negócios ruinosos para o Estado português feito durante os anos de Sócrates e de Lula.

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