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Desde 2015 que o actual governo vai de caso em descaso, aliando-se e desaliando-se de forma a sobreviver num parlamento onde nunca teve maioria absoluta, mesmo depois de regar o país com pequenos aumentos pecuniários destinados a arrebanhar votos para a eleição de 2019. Entretanto, com o surgimento da pandemia, os impasses acumulam-se sem solução há quase um ano e não é de crer que seja a vacinação que vai resolver o assunto tão cedo. Depois dos incêndios mortais de 2017 e da tragicomédia de Tancos, ficámos a saber que este governo não só não possui qualquer projecto com princípio, meio e fim, como tão pouco tem competência para enfrentar situações como aquelas com que estamos actualmente confrontados, sejam elas económicas, sanitárias ou de ética.

O Professor Daniel Bessa, antigo ministro da Economia de Guterres por poucos meses, fez há dias um balanço devastador da política económica dos governos socialistas, mostrando que, antes mesmo do final do século passado, Portugal já havia perdido o ritmo de crescimento económico conseguido desde 1986 graças à adesão à CEE. Ao mesmo tempo, fomos sucessivamente ultrapassados pelos países de Leste que entretanto aderiram à UE, continuando desde então a afundar-nos na escala europeia sem crescimento palpável.

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