Tinha acabado de sair do restaurante A Colina, quando vejo sair do japonês quase em frente, do Koi Sushi, um grupo de miúdos – agora que penso nisto, não sei se andar nos vinte e tal anos ainda permite a classificação «miúdos» ou se é apenas mais uma das infantilizações que diariamente praticamos… Mas adiante.

Enquanto subia a rua pelo lado esquerdo, os quatro miúdos subiam-na pelo direito. No cruzamento da Filipe Folque com a António Enes, um dos rapazes diz alto, apontando para a bandeira de Israel, no último andar do prédio de gaveto, onde fica a embaixada: «Olha».

Era uma miúda alta, gira, de maxi-vestido e cabelo por baixo dos ombros, com aquele andar elástico de galgar distâncias que só na juventude se tem e depois dá gosto ver. E de repente, ela grita: «Que nojo, que nojo! Assassinos! Genocidas!» Isto sem se deter, enquanto caminhava com os amigos em direcção ao carro estacionado perto.

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