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Por muito que nos custe o Reino Unido deve mesmo sair da União Europeia. Por muito que a convocação do referendo de 2016 tenha sido um erro (o futuro de um país não se deve decidir com uma resposta de ‘sim’ ou ‘não’ a uma pergunta que pode conter vários significados e diversas consequências), o certo é que sair da União foi a decisão da maioria dos que votaram no referendo. A vida é demasiado complexa e foi precisamente devido a isso que a democracia representativa e liberal se inventou. Esta deveria ser a primeira lição a retirar deste já longo processo.

Mas o mal está feito e pouco há a fazer para o reparar. Três anos depois de chumbos no Parlamento, a decisão da maioria do povo britânico no referendo de 2016 é dos poucos factos concretos que restam sobre o assunto. Ao ponto de a solução ideal para o contrapor seria a convocação de outro referendo em que se votasse entre o acordo firmado com Bruxelas ou a manutenção da União Europeia. O risco de uma saída sem acordo é, no entanto, demasiado elevado para que se tente a pergunta que sempre deveria ter sido colocada: quer sair da UE da forma que o governo negociou com Bruxelas ou ficar na UE? Não foi assim que sucedeu em 2016, nem se espera que assim seja em 2019, ou venha ser em 2020. E assim sendo, o melhor é que o Reino Unido saia de vez.

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