Os poucos mais de três meses até 10 de Março são o período mais importante da vida política de Luís Montenegro. No dia 11 de Março, será PM ou a sua vida política acabou. O líder do PSD não pode olhar para estas eleições como se fossem uma mudança natural de ciclo político. Tem que fazer campanha e lutar como se fosse o momento mais importante do seu percurso político. Precisa de mostrar uma enorme, enormíssima, vontade de ganhar. Mais vontade do que qualquer outro líder partidário.

Mas as eleições são também existenciais para o PSD. Se os sociais democratas não ganharem as eleições, depois do desastre que foi o governo socialista, podem deixar de ser um partido de governo. Significaria ainda, muito provavelmente, a mexicanização da política portuguesa. Pelo contrário, uma vitória de Montenegro devolve ao PSD o seu lugar na política nacional, e reforça a vitalidade da democracia pluralista.

Há quatro questões decisivas para a campanha eleitoral. Antes de mais, o crescimento da economia portuguesa. O crescimento económico não é um termo vago. Significa crescimento dos ordenados, e isso interessa muito a todos os portugueses. Sem a economia a crescer, os ordenados não aumentam. O PSD tem que mostrar aos pequenos comerciantes, aos pequenos e médios empresários, aos jovens empreendedores, a coluna vertebral da nossa economia, medidas que lhes dê esperança para o futuro, que lhes dê animo para investir em Portugal.

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