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Esta semana o Fórum Económico Mundial divulgou uma análise dos principais riscos para 2020, na publicação que antecede a reunião anual em Davos. E no top cinco só refere riscos ambientais: fenómenos climáticos extremos, incapacidade de ação para melhorar o clima, desastres naturais, perda de biodiversidade e desastres naturais provocados pelos homens. A mensagem tem a vantagem de ser muito clara. Mas existe também o risco de tratar a emergência climática como se fosse um problema à margem da racionalidade económica, o que é inverosímil e até contraproducente.

As preocupações ambientais não são exatamente recentes, mas no passado foram ligadas a eventos e factos pontuais. É o caso, por exemplo, do efeito do desastre de Chernobyl sobre o desenvolvimento da energia nuclear, ou da eliminação do chumbo nos combustíveis rodoviários quando se tornou claro que existiam efeitos diretos nos seres humanos resultantes da acumulação de metais pesados. O que distingue a mais recente preocupação com o ambiente é a compreensão de que existe um impacto estrutural da ação humana no seu ambiente com efeitos no clima, na biodiversidade, no acesso aos recursos naturais, e consequências negativas para a vida humana. E que esses efeitos têm consequências cada vez mais visíveis e trágicas, como é o caso dos desastres naturais, o que intensifica o sentimento de urgência.

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