Nada mais eficaz do que passar pela experiência para perceber certas coisas. Experimentar é um princípio científico, uma prática laboratorial, mas também podemos fazer incontáveis experiências fora do laboratório, e nem precisamos de ser cientistas. O mais leigo entre os leigos está apto a experimentar quase tudo, basta querer.

Este introito serve para sublinhar uma verdade de la Palisse: só quando sentimos as coisas na pele é que lhes damos valor e ficamos em condições de contribuir para transformar a realidade.

Estou a pensar numa simples ida à praia, que todos programamos em modo praticamente instantâneo, sem pensar muito no assunto, tantas vezes em cima da hora, dependendo do calor e da distância geográfica. Não nos ocorre fazer um grande discernimento sobre uma ida à praia. Ou vamos ou não vamos. A regra é muito simples: ou apetece e é possível, ou simplesmente não apetece. Ponto.

Acontece que não é assim para todos e, daí, a importância de sentir na pele o que sentem aqueles que têm que vencer uma enormidade de barreiras e contornar uma estúpida sucessão de obstáculos para conseguirem pôr um pé na areia ou dar um simples mergulho no mar. Falo das pessoas com mobilidade condicionada, claro.

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