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A Cimeira do Porto foi marcada pela divisão ocidental sobre o levantamento das patentes das vacinas contra a Covid. Com as campanhas de vacinação a acelerar no hemisfério Norte e a pandemia a espalhar-se no hemisfério Sul, o acesso às vacinas tornou-se no tema central do combate à pandemia. Joe Biden leu bem o momento ao anunciar o apoio dos EUA à campanha de suspensão das patentes da vacinação. Por mais polémica e complexa que seja a questão das patentes, este foi o momento certo para forçar a comunidade internacional a acelerar os esforços para que os países do Global South tenham acesso às vacinas.

De facto, e por melhores que sejam as intenções, a equidade na distribuição das vacinas é inexistente. Também é verdade que o levantamento dos direitos de propriedade intelectual não irá resolver a curto prazo este problema. A transferência de tecnologia é muito mais complexa do que os impedimentos legais. O que está em jogo é que as empresas farmacêuticas colaborem com os países do Global South para que estes possam vir, a médio prazo, a participar no esforço, e no lucro, da produção de vacinas para os seus mercados. Assim se falam de licenças voluntárias e de pressão suficiente para que as empresas liderantes se vejam na obrigação de partilhar tecnologia com as suas congéneres.

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