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Em véspera de eleições, este é um manifesto – diria mesmo, um apelo – pela clareza, pela honestidade intelectual e pelo pragmatismo, a bem de todos os portugueses.

Este é um apelo em tempos de campanha eleitoral, onde abunda a confusão e o ruído e onde campeia a demagogia, as propostas irrealistas, a generosidade irresponsável e as boas intenções à esquerda e à direita. Deste contexto resulta, como se tem constatado pela profusão de exercícios de imaginação dos comentadores televisivos, uma paleta de putativas coligações pós-eleitorais que, cavalgando o já lendário talento malabarista de António Costa, pode desembocar em governos, em políticas e em rumos totalmente imprevisíveis e contraditórios – sem nenhum rumo nem objectivo para lá da auto-sobrevivência.

É por isso que venho, singelamente, apelar ao fim da incerteza que aquela geometria variável comporta. Não quero um Governo refém do arrivismo do PAN, nem dos impulsos revolucionários do PCP, nem do Bloco de Esquerda criador de impostos em catadupa.

Vou, pois, dizer o que quero: quero um PS a governar sozinho. Isso mesmo, leram bem – um PS a governar sozinho, livre e desamarrado, onde a imaginação será o limite.

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