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Nas últimas semanas, tem-se assistido a uma preocupação emocionante com o “estado” da direita liberal. Muitos dos cronistas que, durante os anos de Passos Coelho em São Bento, atacaram com um zelo feroz os “neo-liberais” lamentam agora o “fim da direita liberal.” Não se preocupem e poupem as lágrimas. A direita liberal está viva e recorre ao seu liberalismo para defender as touradas e a caça, actividades distintas da história e da cultura portuguesa.

Devo dizer que é muito raro estar de acordo com Manuel Alegre, mas desta vez concordo em absoluto com o nosso socialista conservador. Indignou-se, e cheio de razão, com os ataques da nova ministra da Cultura à tourada. E a indignação de Alegre resulta da sua defesa da liberdade, e este é o ponto central. Alegre reconheceu que o governo socialista, por vezes, ameaça a liberdade dos portugueses. Bem vindo ao clube dos liberais portugueses.

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