Talvez a solução fosse pôr tudo numa app de encontros.

O Chega, claro, seria o primeiro a instalar, com aquela vontade de levar tudo à frente. Muitas fotos, pouco texto: no ginásio, no descapotável, de gel e camisa justa em modo rei da pista. Afirma-se católico, conservador, com interesse em touros e caça. Para chegar ao altar, declara-se disponível para tudo: privatizar, nacionalizar, viabilizar, inviabilizar, cortar a direito ou gastar à tripa-forra – e, acima de tudo, para se coligar com todos (o que parece não interferir com a sua proclamada moral cristã).

Depois, o PSD. Demorou a aderir, mas lá avançou. Tem fotos em bons fatos e roupa de domingo, no escritório e a jogar padel, a olhar o horizonte e rodeado da família. Fala de ambições, foco no futuro e em vontade de ser pai. Diz que procura relacionamento sério, mas não lhe basta um parceiro: pisca o olho à ex e à nova no pedaço, ao brasonado e ao sofisticado (afinal, diz, tudo começa com uma amizade).

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