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O PS está disponível para o diálogo, mas não para o que seja feito em torno de uma política de “empobrecimento” do Governo. Foi esta a resposta do secretário-geral do PS, António José Seguro, na Guarda, minutos depois de terem terminado as cerimónias oficiais do 10 de junho em que o Presidente da República pediu um compromisso entre os partidos até outubro.

“Os compromissos que têm que ser feitos são com base no crescimento económico na consolidação das contas públicas e sem crescimento da dívida pública (…). A estratégia de empobrecimento do país não conta com o contributo do PS”, disse aos jornalistas. “Cortes e mais cortes não são a solução para o país”, acrescentou, lembrando que desde março que tem vindo a dizer que as diferenças entre PS e Governo são “insanáveis”.

Seguro voltou a insistir que Cavaco Silva convoque os partidos com assento parlamentar, renovando o apelo que tem feito nos últimos dias.

Por sua vez, o ex-ministro socialista, António Vitorino, que recebeu uma condecoração no 10 de junho, reagiu às palavras do Presidente, dizendo que o “percurso vai ser difícil e exigente”. O futuro “exigirá convergência política e social”, defendeu.

Teresa Caeiro, vice-presidente do CDS-PP que também estava presente na cerimónia, disse esperar que o consenso político pedido pelo Presidente da República seja “concretizável” já para este Orçamento do Estado. “Os portugueses não compreendem como é que não há pontos de entendimento em questões tão importantes como a sustentabilidade do Estado”, declarou a centrista.

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