A Unesco anunciou nesta quarta-feira 26 novos sítios na lista do património mundial, em que constam o Delta do Okavango, no Botsuana, as Falésias de Stevns Klint (Dinamarca), o Grande Parque Nacional dos Himalaias (Índia) e o Monte Hamiguitan (Filipinas). Os locais foram inscritos na lista do património mundial durante a 38.ª sessão do Comité do Património Mundial, da Unesco, que terminou hoje, em Doha, Qatar. Aquela lista contempla já sítios em 161 países.

Na reunião de 10 dias, o emir do Qatar, Abdullah bin Nasser bin Khalifa Al Thani, anunciou uma doação de sete milhões de euros para um novo fundo para proteger os sítios considerados património mundial, afetados por conflitos ou desastres naturais.

Na lista hoje divulgada, o Comité da Unesco acrescentou o Delta do Okavango, que se acredita ser o maior delta interior do mundo, o Grande Parque Nacional dos Himalaias, o mais recente dos novos parques nacionais da Índia e o Monte Hamiguitan, com 1.620 metros, nas Filipinas.

Cidadela de Erbil, a quarta maior cidade do Iraque, foi integrada na lista do património mundial.

A Unesco considerou, igualmente, como património mundial a Cidadela de Erbil, a quarta maior cidade do Iraque, construída em cima de uma majestosa montanha há mais de oito mil anos e tida como a cidade mais antiga do mundo habitada ininterruptamente. Também foram assinalados quase três dezenas de novos sítios culturais espalhados por países da Europa, dos continentes sul e norte-americanos até à Ásia.

O Comité do Património Mundial decidiu colocar na lista dos lugares em perigo a Terra de Azeitonas e Vinhas – a Paisagem Cultural do Sul de Jerusalém -, na Palestina, a Estado Plurinacional, uma região da Bolívia e a Reserva de Caça Selous, no sudoeste da Tanzânia, onde abundam elefantes, rinocerontes, negros, chitas, girafas, hipopótamos e crocodilos, que vivem neste imenso santuário relativamente livre da presença do homem.

No entanto, a Unesco retirou da lista do património mundial em perigo as ruínas de Kilwa Kisiwani e de Songo Mnara, ambas na Tanzânia. Além disso, foram integradas na lista de património mundial a antiga cidade Maia e florestas tropicais protegidas de Calakmul (México), o Mar de Wadden, uma área natural entre Den Helder, na Holanda, e Esbjerg, na Dinamarca, e a South China Karst, primeira instância a entrar na lista do Património Mundial, pelo seu “valor universal excecional”.