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O BES mais que duplicou nos últimos três meses os empréstimos à sua maior acionista e holding que gere as participações financeiras do grupo, Espírito Santo Financial Group, em especial à ES Financière e ao ES Bank Panamá, que as autoridades do Panamá assumiram o controlo recentemente. Face ao início do ano, mais que triplicou o financiamento.

Nas contas do segundo trimestre apresentadas hoje ao mercado, o banco agora liderado por Vítor Bento diz que durante o segundo trimestre do ano o BES aumentou em 511,4 milhões de euros o financiamento à ESFG, que está agora em gestão controlada depois de pedir proteção de credores à justiça luxemburguesa (tal como a Rioforte e a ESI).

O BES explica agora que os principais recetores desse financiamento são a ES Financière e o ES Bank Panmá, cujo controlo foi tomado pelas autoridades de supervisão do Panamá recentemente, devido aos problemas financeiros desta subsidiária.

Ora, em março deste ano o financiamento concedido às entidades da ESFG era de 416,2 milhões de euros, menos de metade do valor registado no final do segundo trimestre.

As contas são ainda piores se considerarmos as contas que o BES divulga para o final de 2013: 301,3 milhões de euros. Ou seja, desde então, o financiamento do banco à ESFG mais que triplicou.

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