O vídeo que mostra o jornalista Steven Sotloff a ser decapitado por jihadistas do ISIS é autêntico, anunciou o governo americano esta quarta-feira, e há fortes suspeitas de que o agressor seja o mesmo que roubou a vida ao jornalista James Foley.  Segundo o The Guardian, esta conclusão partiu de uma análise ao som de cada um dos vídeos.

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O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional americano, Caitlin Hayden, confirmou a autenticidade do vídeo esta quarta-feira.

O vídeo em que Sotloff é decapitado lança um aviso aos governos, para que estes ignorem “a aliança maléfica americana contra o Estado Islâmico”.

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O jornalista Sotloff tinha 31 anos e desapareceu na Síria em agosto de 2013, quando trabalhava como repórter. O seu rapto não foi imediatamente publicitado e só foi confirmado no passado mês, quando os próprios jihadistas libertaram um vídeo onde se via a imagem do jornalista. Vê-se um militante, completamente tapado e dificilmente identificável, a ameaçá-lo e a dizer que ele teria o mesmo destino de Foley, a menos que Obama travasse a guerra contra o ISIS.

Numa conferência de imprensa na Estónia, Obama já afirmou não se sentir “intimidado” pelas ameaças dos jihadistas do ISIS. “Os americanos sentem repulsa pela sua crueldade. Não seremos intimidados. Os seus atos terríveis vão unir-nos e fortalecer a nossa determinação em combater estes terroristas”, disse o presidente dos Estados Unidos.

Em Londres, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Philip Hammond, anunciou que o governo britânico “estudará todas as opções possíveis” para salvar o cidadão inglês que está refém dos terroristas.