Partidos catalães favoráveis à consulta de 9 de novembro e o Governo regional enviaram representantes para acompanhar o processo de referendo sobre a independência na Escócia.

O Governo regional estará representado pelo delegado da Generalitat no Reino Unido e na Irlanda, Josep Suárez, acompanhado por um grupo de técnicos.

O referendo desta quinta-feira na Escócia ocorre num momento crucial do processo para a polémica consulta de 09 de novembro na Catalunha e na véspera do parlamento regional em Barcelona aprovar a lei de consultas, que servirá de base legislativa para esse referendo.

Para o Governo espanhol a consulta é ilegal e, por isso, Madrid está a estudar apresentar queixas no Tribunal Constitucional, tendo o procurador-geral convocado para esta quinta-feira uma reunião com os procuradores catalães para fazer um ponto da situação.

Os apoiantes da consulta escocesa têm vindo a procurar estabelecer paralelos com a Catalunha, tendo o presidente catalão, Artur Mas, afirmado que “um ‘sim’ no referendo escocês abriria caminho para a independência da Catalunha”, diluindo ao mesmo tempo as oposições que permanecem na Europa sobre a “reintegração” na UE de quem avance para a independência.

“O primeiro fator será a reação dos líderes europeus (…) que aceitarão o resultado do referendo escocês”, disse Mas, considerando que começariam de imediato as conversações entre Edimburgo, Londres e Bruxelas “para manter a Escócia dentro da UE”.

Já o presidente do Governo espanhol considerou que os processos “secessionistas” são um “torpedo” na “linha de flutuação” do espírito da UE que dará “muito poucas facilidades” a quem se torne independente e depois pretende integrar-se nos 28.

Considerando haver “muitas diferenças” entre esse processo e o debate soberanista catalão, Rajoy considerou também que a Escócia praticamente não tem competências próprias, comparativamente às que gozam comunidades como a Catalunha e o País Basco.