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Luís Marques Mendes afirmou hoje que não tem qualquer tipo de relação com a empresa JMF – Projects & Business desde 2011, na qual é sócio juntamente com a filha do presidente do Instituto de Registos e Notariado (IRN) que está a ser investigada no caso dos vistos dourados, e que até achava que a empresa já estava fechada. Comentador diz que nunca teve uma conversa sobre vistos dourados.

O ex-presidente do PSD, que aproveitou o espaço de comentário semanal que tem na SIC para responder às suspeitas levantadas, não se desvinculou da empresa mas diz que acabou por não prestar qualquer atividade profissional na empresa que foi criada em 2009 e a qual, diz, não ter nada com vistos dourados. Para além disso, assegura, nunca teve qualquer conversa sobre o tema.

“Enquanto sócio desta sociedade nunca tive uma reunião, um contacto, uma diligência, nem sequer uma conversa sobre vistos gold, seja dentro da sociedade, seja fora da sociedade”, afirmou.

O comentador da SIC fez questão de dizer ainda que não teve qualquer reunião com a empresa desde 2011, apesar de não se ter desvinculado da mesma: “Desde 2011 que eu próprio pensava que ela estava inativa, desativada. Pelos vistos não está formalmente, mas pensava que sim. Desde 2011 nunca fui a nenhuma reunião, nunca fui convocado para nenhum encontro, nunca auferi um único euro”, disse.

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Marques Mendes garante ainda que nem sequer abriu “portas nenhumas”, e que, em matéria de vistos dourados, ninguém lhe “pediu nada”, nem ele fez qualquer pedido sobre este tema.

Sobre Miguel Macedo, ministro da Administração Interna e de quem reconheceu ser amigo, disse apenas que “não é uma pessoa agarrada ao poder” e que se o governante sentir que está de alguma forma a prejudicar o Governo que se demite, tal como já foi noticiado durante a semana.

Marques Mendes disse ainda ter recebido com “grande surpresa” as suspeitas em torno de Jaime Gomes, sócio dessa mesma sociedade, e António Figueiredo, que diz ser apenas conhecido, e diz que tem de haver mão pesada da justiça neste caso.