A polícia de Hong Kong e os manifestantes pró-democracia mantinham esta manhã vários pontos de tensão e confronto com manifestantes pró-democracia a pretenderem bloquear a entrada do complexo governamental de Tamar, em Admiralty.

Esta madrugada a polícia de Hong Kong anunciou a detenção de, pelo menos, 40 pessoas, na zona de Admiralty. Quatro polícias ficaram feridos, incluindo um com um dedo partido, segundo a Rádio e Televisão Pública de Hong Kong (RTHK).

A polícia, com equipamento antimotim, atuou para afastar os manifestantes da rua Lung Wo, nas imediações do gabinete do líder do Governo, depois destes terem ocupado uma estrada ao longo da noite.

Agentes recorreram ao uso de gás pimenta para dispersar manifestantes durante a noite, segundo imagens difundidas por vários órgãos de comunicação social.

O superintendente Fred Tsui disse que todo o tipo de objetos tinha sido atirado contra os agentes – incluindo ovos e pimenta -, e que alguém tinha usado um extintor de incêndio. Barras de metal e tijolos também foram apreendidos no local.

Devido ao bloqueio de algumas ruas na zona do complexo governamental, os escritórios estão esta manhã temporariamente encerrados.

Antes, o líder da Federação de Estudantes, Alex Chow, tinha dito que o objetivo era paralisar a atividade do Governo, obrigando a propor uma reforma política como é desejo popular.

Alex Chow garantiu que os protestos vão continuar para forçar o Governo a uma posição que vá ao encontro dos objetivos do movimento.

No entanto, sublinhou, o movimento de protesto quer manter uma ação não violenta e os confrontos entre agentes e manifestantes apenas aconteceram em resposta à força das autoridades.

Os manifestantes pró-democracia em Hong Kong exigem do Governo uma posição que defenda em Pequim a eleição livre e direta do chefe do Executivo em 2017 e não como Pequim definiu: a escolha livre após uma pré-seleção dos candidatos.