Mercado de Trabalho

Desemprego não chegou aos informáticos ou programadores, diz estudo

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Os profissionais de TIC que participaram no estudo da Jobbox estavam todos empregados. Destes, 91% dizem receber um salário líquido mensal superior a mil euros e 55% recebem entre mil e 1800 euros.

Apenas 3% dos inquiridos não estão a equacionar mudar de emprego, diz estudo

Getty Images

O desemprego não está a chegar aos chamados techies como engenheiros informáticos ou programadores. Todos os profissionais com formação nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) que participaram num estudo da Jobbox, em Portugal, têm emprego, diz o estudo que é divulgado esta quinta-feira pela startup portuguesa especializada em recrutamento e apoio à gestão de carreiras de profissionais da área tecnológica.

Lançada em março de 2014 por José Paiva e Pedro Oliveira, a Jobbox concluiu que 100% dos profissionais do setor têm trabalho, no qual desempenham funções de caráter tecnológico. Destes, 90% recebem um salário líquido mensal superior a mil euros, 55% recebem entre mil e 1800 euros e 14% recebem mais de 2.500 euros líquidos mensais.

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Se a estes dados juntarmos a informação pública sobre a fuga de engenheiros informáticos do país, que anda em média entre 50 a 100 por mês, e a indicação que 63% da nossa amostra nos deu, de que estão disponíveis para aceitar trabalho fora de Portugal, então torna-se urgente criar melhores serviços que ajudem a que encontrem nas empresas portuguesas – sejam elas grandes ‘corporate business’ ou pequenas ‘startups’ – uma situação profissional que os satisfaça, rentabilize e retenha”, revelou José Vicente Paiva.

O estudo, realizado em novembro junto de uma amostra de 102 profissionais, revelou que mais de metade destes profissionais considera que pertence a uma classe profissional que está satisfeita com a sua situação no mercado de trabalho. Apenas 3% não está a equacionar mudar de emprego e 63% admitem a possibilidade de sair do país.

Dos profissionais inquiridos pela Jobbox, 85% possui formação superior ao nível da licenciatura ou mestrado, 6% tinham acabado o curso há menos de um ano e 74% estava no mercado há mais de quatro anos. Todos tinham emprego.

Cerca de metade dos inquiridos revelou que está disponível para falar de novas oportunidades e 38% admite que, mesmo não estando à procura, fala com amigos sobre isso. As agências foram consideradas a forma de recrutamento menos útil e a preferência recai sobre as redes sociais e a recomendação de amigos.

José Paiva explicou que o objetivo do estudo é compreender o mercado, que “está a mudar muito rapidamente, em parte devido à proliferação de startups tecnológicas em Portugal“. A empresa também quer saber o que motiva estes profissionais, quais são as suas necessidades e ambições.

As conclusões do estudo são apresentadas esta quinta-feira, em Lisboa, no evento da rede internacional Talent Hackers. As dificuldades crescentes para recrutar bons profissionais da área tecnológica para trabalharem nas startups que têm surgido em Portugal nos últimos anos, foi o mote para organizar o evento.

Ouvimos cada vez mais queixas de empreendedores que se sentem algo ‘perdidos’ no que toca a recrutar as pessoas certas. Àqueles que, recorrendo à informação disponível, à criatividade e à tecnologia, estão a conseguir resolver este quebra-cabeças, a comunidade apelidou de ‘talent hackers'”, explica Pedro Carmo Oliveira, um dos organizadores desta primeira sessão da rede Talent Hackers em Portugal.

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