Um engenheiro de 24 anos foi detido na manhã deste sábado pela polícia indiana por suspeita de gerir uma das contas do Twitter seguida por milhares de guerrilheiros da Jihad. O suspeito publicava informações sobre o Estado Islâmico, incluindo vídeos de algumas decapitações.

Mehdi Masroor Biswas era o gestor da conta da rede social Twitter, @shamiwitness, que informava frequentemente dos avanços do EI no Iraque a e na Síria e de quem se juntava ao combate. Também usava a conta, que foi entretanto encerrada, para publicar o vídeos de execuções como a de um voluntário americano, Peter Kassig, e das mortes de de dezenas de soldados sírios.

“O seu telemóvel, que terá sido usado para a maior parte dos twits, e o seu computador foram apreendidos”, disse a polícia. Também foram levados vários documentos, fotografias e literatura islâmica.

A polícia diz que o engenheiro era muito próximo dos terroristas do Estado Islâmico que falam inglês, era uma fonte de “incitamento e informação” para os novos recrutas. Tinha mais de 18 mil seguidores. Também há referências de que tenha usado o Youtube para fazer propaganda. Ainda assim a polícia acredita que foi apenas no mundo virtual, uma vez que o engenheiro nunca saiu do País.

shami witness

Biwas assumiu ser o gestor da conta. E pode vir a ser acusado de ciberterrorismo e condenado a uma pena de pisão perpétua.

Poucas horas depois, o hindustantimes noticiava que, afinal, engenheiro decidiu desmentir que era responsável por aquela conta da rede social. Disse que, inicialmente, quando confrontado por um canal televisivo para uma reportagem disse ser ele o gestor da conta. Pensando que assim o programa “não iria para o ar”. Às autoridades diz que nada tem a ver com a conta e que terá sido vítima de um pirata informático que lhe sacou o e-mail e adulterou a conta.