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Nasceu uma Maria Capaz — de tudo

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Um projeto feminista de mulheres para mulheres. Há entrevistas, crónicas, ensaios fotográficos e histórias reais. Famosas e anónimas. Só há uma condição: só entram mulheres com força e garra.

Site oficial Maria Capaz.

Autor
  • Catarina Marques Rodrigues

Todas temos Maria no nome. E todas temos Capaz na certidão de nascimento. Esta é a mensagem que fica da apresentação do projeto feminista lançado esta tarde na Galeria Baginski, em Lisboa. O site está online desde esta quinta-feira. Para começar, são 80 mulheres a colaborar. Depois, o número de participantes será tão grande quanto for o número de Marias-Capazes em Portugal. Mas vamos ao início.

Estamos em dezembro de 2014. Ainda faz sentido falar na condição feminina e na desigualdade de género? Iva Domingues, mentora do projeto, confessa que muitos lhe fizeram essa mesma pergunta. A apresentadora de televisão responde convictamente: “claro que faz sentido, ainda está quase tudo por fazer nestas questões”.

Os exemplos diários de discriminação que comprovam a emergência do projeto estão na ponta da língua de Iva Domingues e de Rita Ferro Rodrigues, que se juntou a Iva na decisão de fazer nascer a Maria Capaz. “Os ordenados para homens e mulheres que estejam na mesma posição não são iguais, há menos mulheres nos cargos de chefia, as mulheres muitas vezes têm de optar entre o trabalho e a maternidade”, enumeram.

A falta de oportunidades para as mulheres, testemunhada através da experiência de figuras públicas, foi o mote para pôr mãos à obra. Iva e Rita falam com entusiasmo e completam-se na conversa. Contam que recebem muitas mensagens de mulheres nas suas páginas de facebook que pedem ajuda para mostrar e promover o seu trabalho: “desde a poesia à pintura”, exemplificam.

Às duas mulheres juntaram-se muitas outras. Catarina Furtado é a primeira mulher entrevistada no projeto. Maria Elisa Domingues e Isabel Moreira terão crónicas habituais. São 80 colaboradoras. Para já. Isto porque o projeto começou logo a dar frutos desde o minuto em que arrancou. Rita Ferro Rodrigues consultou o e-mail pouco tempo depois e conta ao Observador que, nesse instante, já tinha “imensas” mensagens de pessoas a querer participar: contar uma história, mostrar o seu projeto, promover a sua arte. A Maria ainda agora nasceu, mas já há um plano para o futuro da criança. A ideia é pagar às colaboradoras e criar emprego. “Isto é claramente para ser um negócio”, revela Rita Ferro Rodrigues. Porque o “capaz é infinito”. Palavra de todas as Marias presentes.

Agora que entramos em 2019...

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