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Rafael Ramos e Wenjian Liu estavam fora da área onde estão habitualmente destacados, na baixa de Brooklyn, para responder a uma situação especial. Foram mortos a tiro por Ismaaiyl Brinsley quando estavam simplesmente sentados dentro do carro-patrulha, segundo a polícia de Nova Iorque. Mas quem está debaixo de fogo agora é o mayor de Nova Iorque.

As autoridades falam em execução, os motivos, ao certo, ainda não se conhecem, apesar de começarem a surgir mais detalhes sobre o atacante. Pelo meio, depois de várias manifestações contra a polícia por outros casos em todo o país, incluindo neste sábado, é a vez dos polícias se indignarem.

Quando o mayor de Nova Iorque, Bill de Blasio, entrou na sala do Woodhull Hospital em Nova Iorque para a conferência de imprensa com a polícia para explicar os detalhes do caso, os polícias viraram-lhe as costas em sinal de protesto.

Em causa estão declarações do mayor de Nova Iorque a defender maior responsabilização dos polícias na sequência dos casos de Michael Brown em Ferguson e de Eric Garner, em Nova Iorque, ambos mortos pela polícia. Nenhum dos polícias foi indiciado por qualquer crime nestes dois casos. Ambos geraram fortes ondas de protesto contra a violência e trouxeram de volta ao debate as questões raciais nos EUA.

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Os sindicatos da polícia atiraram-se ao mayor, que disse, após a decisão do grande júri de não acusar os agentes envolvidos na morte de Erica Garner, que esse era um dia triste para os nova-iorquinos.

Rafael Ramos celebrou os seus quarenta anos em dezembro. Wenjiu Liu tinha casado há apenas dois meses.

Segundo a polícia, “foram baleados e mortos sem qualquer aviso, sem qualquer provocação. Foram simplesmente assassinados”.