Os portugueses viajam para o Irão “em número muito limitado”, mas isso pode estar prestes a mudar, com a assinatura de um acordo para voos diretos entre Lisboa e Teerão, adiantou este domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, na deslocação oficial ao Irão.

Em declarações aos jornalistas que acompanharam a viagem, Rui Machete reconheceu que, para melhorar os negócios e para que os portugueses passem a “visitar o Irão em muito maior número do que até agora”, uma ligação aérea direta entre os dois países facilitaria.

Rui Machete está “esperançoso” que essa possibilidade se confirme nos próximos dias, ou mesmo já na segunda-feira, durante os encontros oficiais que terá em Teerão, a capital iraniana. “Não temos ainda a certeza de que o acordo sobre os voos diretos seja assinado, embora haja bons indícios nesse sentido.”

Para além da política, a visita oficial de Rui Machete tem outro propósito: afinal de contas, os portugueses gostam de fazer negócios. Isso mesmo demonstra a História, recordou o próprio ministro, no discurso deste domingo perante a Câmara de Comércio de Isfahan. Por isso, o ministro fez-se acompanhar por uma comitiva empresarial, com representantes de 12 negócios nacionais.

Portugal pode “aumentar as trocas comerciais” com o Irão e “abrir o campo dos investimentos de um país noutro e vice-versa”, considera Rui Machete. Por exemplo, em Isfahan, cidade “com monumentos de excecional valia” que o ministro visitou este domingo, podem surgir oportunidades na indústria turística”, em infraestruturas e construção, referiu.