Mais de 136 milhões de euros de passivo no final de 2013, 822 credores e 334 trabalhadores em alerta. É este o cenário dos hotéis Tivoli. A cadeia portuguesa de hotelaria está numa situação de pré-falência, tendo já entrado no Tribunal do Comércio de Lisboa com um Processo Especial de Revitalização (PER). A administração atribui responsabilidades à falência da Rioforte (holding não financeira do Grupo Espírito Santo), a principal acionista.

Com o colapso do Grupo Espírito Santo, no primeiro semestre de 2014, a Rioforte iniciou um processo de venda dos hotéis, tendo o grupo tailandês Minor Hotel apresentado a melhor proposta. Mas com a falência da holding não financeira do GES, declarada a 8 de dezembro passado, criou-se um “impasse negocial”. E o grupo de hotéis está agora numa situação de pré-falência.

Da lista de credores constam empresas de fornecimento de serviços, alimentação, agências de viagem, EDP, serviço municipais de água e até o chef Olivier, lista o DN.

O plano de reestruturação da empresa permitirá, segundo a administração, assegurar a continuidade da atividade do grupo, dar aos credores uma maior expectativa de recuperação de créditos e manter os atuais 334 postos de trabalho.