A comissão parlamentar de inquérito ao Banco Espírito Santo (BES) e Grupo Espírito Santo já decidiu voltar a chamar Ricardo Salgado, ex-líder executivo do banco, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, o presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Carlos Tavares, e a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Estas personalidades foram ouvidas no início dos trabalhos da comissão parlamentar e serão confrontadas com os depoimentos entretanto recolhidos.

Segundo adiantou o presidente da comissão, Fernando Negrão, a reunião de coordenadores decidiu também que serão essenciais as audições de Miguel Frasquilho, antigo quadro do BES e presidente da Aicep, o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, e o presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich.

A marcação de audições tem em conta as limitações do calendário da comissão que terá de ter um relatório final pronto até 20 de abril. Fernando Negrão admite, contudo, que sejam chamadas mais pessoas cuja audição venha ser considerada importante, podendo ser agendadas mais só do que uma audição por dia.

Para além dos testemunhos em direto, o inquérito parlamentar prossegue ainda com os depoimentos por escrito cujas perguntas já seguiram para Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças, Vítor Constâncio, antigo governador do Banco de Portugal e atual vice-presidente do Banco Central Europeu com o pelouro da supervisão, Carlos Moedas, ex-secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro e agora comissário europeu, para além de responsáveis da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Europeu. Falta apenas fazer seguir as perguntas para o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Também o construtor civil José Guilherme, que se tem mostrado indisponível para ir ao Parlamento, alegando estar em Angola e limitado por razões de saúde, será, em último caso, inquirido por escrito.

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