O Papa lamentou hoje os atentados terroristas contra igrejas cristãs no Paquistão e pediu o fim da perseguição aos cristãos que, segundo Francisco, “o mundo tenta esconder”. “Com dor, com muita dor, recebi a notícia dos atentados terroristas de hoje em duas igrejas na cidade de Lahore, no Paquistão, que provocaram numerosos mortos e feridos”, disse Francisco durante a oração do Angelus, no Vaticano.

A partir da janela do Palácio Apostólico, o Papa disse que em algumas partes do planeta os cristãos são perseguidos pelo mero facto de professar a sua fé.

“Que esta perseguição contra os cristãos, que o mundo tenta esconder acabe e que haja paz”, pediu.

“Enquanto realizo as orações pelas vítimas e suas famílias, imploro a Deus, fonte de todo o bem, o dom da paz, da concórdia para esse país”, disse.

Catorze pessoas morreram e mais de 70 ficaram hoje feridas num duplo atentado perpetrado por dois bombistas suicidas talibãs em igrejas no Paquistão, o que despertou a violência da multidão e levou à morte de mais dois militantes suspeitos.

Os atentados ocorreram durante as orações em duas igrejas localizadas a cerca de meio quilómetro de distância, em Youhanabad, na cidade de Lahore, um bairro onde vivem mais de cem mil cristãos, revelaram as autoridades.

O Papa também expressou a sua proximidade com o povo de Vanuatu, país devastado pelo ciclone Pam na sexta-feira e em estado de emergência.

“Eu mantenho-me próximo ao povo de Vanuatu, no oceano Pacífico, afetado por um ciclone severo. Rezo pelos mortos, feridos e deslocados. Agradeço a todos aqueles que se mobilizaram imediatamente para oferecer ajuda”, disse o Papa.

A ajuda humanitária começou a chegar à Vanuatu, país que fica no oceano Pacífico e foi fortemente atingido pelo ciclone, tendo as autoridades decretado estado de emergência no país. Vários países já ofereceram, ajuda a Vanuatu.

Dois aviões da força aérea australiana aterraram com suprimentos de comida, abrigos e medicamentos, enquanto um avião militar da Nova Zelândia trouxe oito toneladas de lonas, recipientes de água, motosserras e geradores.

O número oficial de mortos na capital, Port Vila, situa-se em seis, mas os trabalhadores humanitários dizem que esta é apenas uma pequena fração das mortes no país. A ONU tem relatos, não confirmados, que o ciclone matou 44 pessoas numa só província e a ONG Oxfam disse que a destruição em Port Vila é enorme, com 90% dos prédios e habitações danificados.