Fundada há 13 anos e comprada em 2009 pela companhia alemã Lufthansa, a Germanwings, nomeada em 2014 como a terceira melhor companhia aérea low-cost pela World Airline Awards, manteve uma reputação de segurança intocável até à passada terça-feira, quando o Airbus 320 se despenhou nos Alpes, matando 150 pessoas. E desde logo começaram a levantar-se uma enorme dúvida, que obrigava a responder à questão fundamental: serão as companhias low-cost mais perigosas que as outras companhias? A Associação Internacional de Transporte Aéreo diz que não.

Segundo os dados mais recentes da Associação Internacional de Transporte Aéreo (International Air Transport Association), a origem ou destino são o fator mais importante para a segurança de um voo e não se a companhia se trata de uma low-cost ou não, afirma o jornal inglês The Telegraph.

Os dados revelados pela associação indicam que África continua a ser o local para onde é mais perigoso para viajar de avião, com cerca de 6,83 acidentes por cada milhão de voos, nos casos em que se considera que o avião fica totalmente destruído. Os dados avaliam o número de acidentes entre 2009 e 2013. Entre o mesmo período, a Europa constitui-se como uma zona relativamente segura, com apenas 0,24 acidentes por cada milhão de voos. O mesmo se aplica à América do Norte que regista 0,2 de acidentes. Já na ex-União Soviética houve 2,74 acidentes por cada milhão de voos.

Relativamente à regulação aplicada pelas companhias aéreas, na Europa, tanto as companhias low-cost como as restantes, estão sujeitas às mesmas regras da Agência Europeia para Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency). E isso obriga a uma manutenção constante e controlada. As poupanças (que geram os bilhetes mais baratos), conseguem-se de outra forma: número de lugares, alimentação a bordo, número de hospedeiras de bordo, combustível e hangares de estacionamento mais baratos.

Apesar das companhias low-cost serem mais sensíveis à reputação por falta de segurança, as companhias low-cost EasyJet e Ryanair nunca perderam nenhum avião na Europa.