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Cartoons da New Yorker ignoram as minorias e as mulheres? Estudo diz que sim

Este artigo tem mais de 5 anos

Investigação do jornal semi-satirico Proceedings of the Natural Institute of Science concluiu que os cartoons da revista liberal norte-americana New Yorker sub-representam as mulheres e as minorias.

70,6% dos personagens dos cartoons do New Yorker em 2014 eram homens. 94,7% desses homens são brancos
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70,6% dos personagens dos cartoons do New Yorker em 2014 eram homens. 94,7% desses homens são brancos

70,6% dos personagens dos cartoons do New Yorker em 2014 eram homens. 94,7% desses homens são brancos

Desde os primórdios do jornalismo que os cartoons são uma das mais eficazes formas de comunicação, com representações sociais e com importantes (e aplaudidas) críticas. E se os cartoons ignorassem as minorias? Um estudo mostra que isso acontece com os cartoons da revista liberal norte-americana New Yorker.

A investigação, liderada por Matt J. Michel, analisou todos os cartoons publicados pela New Yorker em 2014. As conclusões não correspondem à expectativas criadas por uma das publicações mais liberais do pais. Os resultados foram publicados no jornal semi-satírico Proceedings of the Natural Institute of Science.

As mulheres e as minorias são pouco representadas

https://twitter.com/TheFix/status/599933851469774849

A equipa de investigadores começou por analisar a etnia e o sexo das personagens dos cartoons. Em 1810 personagens, 1277 são homens, o que representa cerca de 70,6%, e 94,7% são brancos. A equipa de investigação conclui que as minorias são muito pouco representadas.

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O estudo garante que, em caso de dúvida em relação à etnia, consideravam o personagem “não-branco”.

Mulheres na ciência? Não. As mulheres são representadas como mães, assistentes ou crianças. 

A equipa de Michel também analisou as ocupações e as características das personagens representadas nos cartoons de 2014. Mais uma vez, quando a ocupação ou as características não eram claras, os investigadores incluiram a personagem em questão na classificação de “Pessoa”.

As mulheres preenchiam desproporcionalmente os papéis de “pais”, “assistentes” ou “esposa” e raramente apareciam como cientistas, figuras literárias, treinadores ou polícias.

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Retirado do Proceedings of Natural Science

No que toca às ocupações, a New Yorker está longe dos números da vida real. Nos cartoons só 10% dos advogados eram mulheres, enquanto 33% dos membros do American Bar Association, uma das maiores associações de juristas e estudantes de Direito na América, são mulheres.

As mulheres cartonistas têm tendência para desenharem mulheres

Michel e a sua equipa conclui também que se a cartonista for mulher, é maior a tendência de desenhar personagens femininas.

nyer2_fig2

Retirada do Proceedings of the Natural Institute of Science

26,6% dos homens cartonistas desenham mulheres. Mas quando são mulheres, 46,9% das personagens dos cartoons são femininas.

O líder do estudo referiu, satiricamente, que os estereótipos dos cartoons do New Yorker de 2014 obedeceram à “Lei dos Média: “a subrepresentação das minorias e das mulheres é a configuração padrão de qualquer meio de comunicação social”.

 

 
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