Depois de vários meses a manter o tabu, sem confirmar nem desmentir, parece que é oficial. A decisão de Rui Rio de se candidatar à Presidência da República já está tomada e só falta ultimar contactos e acertar detalhes, avança a SIC, sublinhando que o ex-autarca do Porto tem sido pressionado a avançar pela direção nacional do PSD e por dirigentes centristas, que vêem com bons olhos a ideia de Rio ocupar a cadeira de Belém.

Ainda sem data marcada, a SIC avança que a única certeza é de que o anúncio será feito até ao final do mês de junho, altura em que a coligação PSD/CDS também apresenta o seu programa eleitoral para as legislativas.

No currículo, Rui Rio, conta com uma década enquanto deputado na Assembleia da República e 12 anos à frente da Câmara do Porto, mandato que terminou em 2013. Desde então tem sido apontado para um de dois cargos: ou para a sucessão de Passos Coelho no partido, ou para a sucessão de Cavaco Silva, em Belém. Nos últimos meses, Rio tem andado pelo país numa versão mais pessoal a apresentar a sua biografia autorizada – Rui Rio de corpo inteiro.

Quando decidiram a aliança pré-eleitoral, PSD e CDS afirmaram que iriam dialogar no sentido de apoiar um candidato presidencial comum. Inicialmente, a tese era de que a decisão sobre o candidato só seria tomada depois das legislativas de outubro, mas, na altura da assinatura do acordo de coligação, a 25 de abril, os dois partidos acabaram por retificar a cláusula sobre as presidenciais, dizendo que o candidato presidencial iria surgir “preferencialmente” depois das legislativas. Um gesto que foi entendido como um sinal de que a direção do PSD preferiria Rui Rio.

Marcelo Rebelo de Sousa e Pedro Santana Lopes, os outros dois putativos candidatos presidenciais da área da direita, têm sempre defendido que só deve haver candidatura depois das eleições legislativas.