O primeiro-ministro finlandês, Juha Sipila, vai abrir as portas da sua casa de campo para acolher refugiados.

Sipila explicava, este sábado, que tem uma casa no norte da Finlândia, em Kempele, cerca de 500 quilómetros a norte de Helsínquia, que não está a ser utilizada nos últimos tempos. Assim o primeiro-ministro da Finlândia, decidiu oferecê-la para albergar algumas das pessoas que precisam de apoio.

“Devíamos olhar-nos todos ao espelho e perguntar como podemos ajudar”, disse no YLE, um canal de televisão finlandês. O primeiro-ministro tem feito, aliás, uma campanha de sensibilização no país para o acolhimento de refugiados: “Espero que isso se torne uma espécie de movimento popular que faça com que muitos assumam suas responsabilidades nesta crise dos refugiados.”

Mais: perante a dificuldade europeia em concretizar políticas que suportem o grande fluxo de refugiados que fogem da Síria, país sob a ameaça do Estado Islâmico e em guerra civil há quatro anos, Sipilas defende que a União Europeia deve voluntariar-se para distribuir as 120 mil pessoas que chegam à Grécia, Itália  Hungria. A Finlândia, espera o primeiro-ministro, pode dar o exemplo.

Recorde-se que a Finlândia subiu para 30 mil, na sexta-feira, a estimativa do número de pessoas que espera que peçam asilo este ano no país, ou seja, cerca de oito vezes mais do que em 2014.