O jornalista da BBC, Justin Rowlatt, fez uma lista com alguns dos piores nomes para marcas que existem no mundo. Falamos de marcas provenientes da Índia, China, Gana e Suécia, entre outros países, que adotaram nomes que, em inglês, têm significados curiosos. E pouco atrativos para os que dominam a língua. Fique a conhecê-las.

Fanny, a marca de gelados que faz sucesso no Vietname

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Fanny é uma marca de gelados vietnamita, fundada em 1994 por investidores franceses. O seu inventor é Jean-Marc Bruno, um produtor de gelados francês, que quis misturar a tradição francesa na área dos gelados com as frutas típicas do Vietname. O problema é que Fanny também tem outro significado.

Para encontrar uma tradução à altura, imagine o pior calão possível para o órgão sexual feminino: e quantos não corariam se o produto fosse exportado para terras de Sua Majestade, ao serem convidados a comer um gelado Fanny de morango ou chocolate?

O café Bonka não é shot, não senhor

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Porque será? O café Nestle Bonka, conhecido e apreciado em Espanha, podia ter algumas dificuldades em singrar nos Estados Unidos: afinal, a palavra já tem dono, por assim dizer.

É que Bonka, nos EUA, é um shot inventado na Califórnia. Leva Bacardi 151 (um rum com perto de 75% de teor alcóolico), Goldschläger, um licor suíço, Midori, um licor vindo do Japão, e Apple Pucker, uma leve aguardente de maçã. Tudo servido bem fresco. Só de dizer até dá a volta ao estômago: talvez o café lhe tire o sabor.

Alguém quer um pee cola, em vez de uma coca-cola?

Outra marca que para vingar na Europa precisaria de muita sorte (e provavelmente de mudar de nome) é a bebida ganesa Pee Cola. Não é brincadeira: existe mesmo, e é um derivado da coca-cola. Só que pee, em inglês, significa urina: e não se imagina os norte-americanos, grandes apreciadores de fast food, a acompanharem o seu hambúrguer com uma pee cola.

Talvez os produtores da bebida se fiquem pelo sucesso no mercado local. O que, diga-se, é bem melhor do que nada.

A “lingerie ISIS” e a necessidade de mudar de nome 

Ter uma marca chamada ISIS, nos tempos que correm, é capaz de não ser grande ideia. E houve muitos que concordaram: por exemplo, uma empresa produtora de chocolate belga, uma empresa norte-americana de pagamentos online e a empresa britânica Ann Summers. O que tinham em comum? Todos tinham produtos chamados ISIS: no caso da Ann Summers, uma gama de lingerie com o nome do grupo jihadista. E todos optaram por retirar o nome.

Mas não foram apenas as empresas que tiveram problemas por partilhar o nome com o auto-denominado Estado Islâmico: também os guionistas de Downtown Abbey foram fortemente criticados por terem, no argumento, programado a morte do labrador da família Crawley. Tudo porque se chamava ISIS, acusaram os mais acérrimos fãs. O ator Hugh Bonneville já negou que o nome do labrador tenha precipitado o seu desfecho. Mas das críticas já não se livram.