A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) entregou, na quarta-feira, uma petição à Casa Branca, com 547 mil assinaturas, para pedir uma investigação independente ao bombardeamento norte-americano contra um dos seus hospitais no Afeganistão.

A 03 de outubro, um ataque aéreo norte-americano a um hospital daquela organização não-governamental durante uma ofensiva contra os talibãs, a norte na cidade de Kunduz, provocou a morte a 30 pessoas e obrigou aquela unidade — a única na região — a encerrar, num ato que desencadeou a condenação global.

Os Estados Unidos admitiram que o bombardeamento ao hospital dos Médicos Sem Fronteiras se deveu a um erro humano “trágico” e que os militares responsáveis foram suspensos.

Essa foi é uma das principais conclusões da investigação interna realizada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos para esclarecer o bombardeamento do hospital no Afeganistão.

“Não é suficiente que os perpetradores dos ataques a instalações médicas sejam os únicos investigadores”, disse Jason Cone, diretor executivo da MSF-EUA, num comunicado, apontando que apenas uma investigação independente por parte de um organismo internacional pode “restaurar a confiança” nos “compromissos dos Estados Unidos de apoiar as leis da guerra que proíbem tais ataques contra hospitais nos termos mais veementes”.