Atualizado pela última vez às 17h05

Um cidadão belga, de origens marroquinas, foi detido na passada sexta-feira pelas autoridades de Marrocos, por ser suspeito de ter estado diretamente ligado aos autores dos atentados de Paris. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo ministério do Interior do país, relata a BBC.

O suspeito, cuja identidade é ainda desconhecida — os responsáveis marroquinas deram a conhecer apenas as suas iniciais em árabe, que se traduzem para J.A. ou G.A. —, terá viajado para a Síria juntamente com um dos bombistas suicidas de Saint-Denis, para se juntar inicialmente à frente al-Nusra (grupo ligado à al-Qaeda). Posteriormente, ter-se-á alistado no Estado Islâmico.

“Ele foi para a Síria com um dos bombistas suicidas de Saint-Denis”, confirmou o ministro do Interior de Marrocos, em declarações citadas pela Deutsche Well. Ainda não se sabe se o responsável se referia a Chakib Akrouh. O responsável acrescentou ainda que o cidadão belga terá viajado para países como a Turquia, a Alemanha, a Holanda e a Bélgica, antes de chegar à cidade costeira de Mohammedia, onde foi detido pelas autoridades do país.

O suspeito terá tido treino militar na Síria, local onde terá estabelecido relações pessoais com alguns dos principais comandantes do Estado Islâmico, segundo relata o ABC. Entre esses comandantes encontra-se o “cérebro” dos atentados de Paris [Abdelhamid Abaaoud], assim como militantes que planeavam ataques em França e na Bélgica, avançou o governante marroquino.

Entre os suspeitos de estarem envolvidos nos atentados de 13 de novembro na capital francesa, que provocaram a morte a 130 pessoas, estão ainda a monte dois possíveis terroristas: Salah Abdeslam e Mohamed Abrini.