Esta tarde de sexta-feira, os sindicatos da Função Pública estão reunidos no ministério das Finanças com a secretária de Estado da Administração e do Emprego Público, Carolina Ferra. Até agora reagiram a FESAP, a Frente Comum e o sindicato dos quadros técnicos do Estado. Todos estão confiantes quanto à reposição das 35 horas de trabalho a 1 de julho, mas nem todos na mesma medida.

“A garantia que ficou é que as datas apontadas pelo governo vão ser cumpridas”, avançou Nobre dos Santos, secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (FESAP), o primeiro sindicato a prestar declarações. À saída da reunião, Nobre dos Santos garantiu: “Nós acreditamos na data que está apontada para resolver o problema das 35 horas, em princípio em todos os setores de atividade. Continuamos no caminho de negociação para atingir os objetivos pretendidos”, destacou.

Recorde-se que, em fevereiro, António Costa garantia que as 35 horas de trabalho semanal estavam asseguradas a partir de 1 de julho.”O problema das 35 horas não é um problema novo para a Administração Pública, já existe desde 1988″, acrescentou ainda Nobre dos Santos. Em relação ao gradualismo na aplicação da medida, o secretário-geral da FESAP disse que “não ficou nada decidido em definitivo”.

Pela Frente Comum falou Ana Avoila. A responsável acredita que a reposição vai acontecer mas ressalva que “nada está garantido”. Por isso, apela a que todos se reúnam na manifestação nacional que vai acontecer em Lisboa dia 20 de maio, às 14h30, do Largo Camões até à Assembleia da República. “Só podemos cantar vitória no dia 1 de julho e depois de conhecermos o texto que vai ser votado” no final de maio, e que vai resultar do processo legislativo que está a decorrer.

Maria Helena Rodrigues do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) destacou que “ainda não são conhecidas todas as propostas que os partidos podem apresentar” mas sugere uma solução para a eventual falta de pessoas para preencher as horas que os funcionários públicos farão a menos. A solução pode ser “recuperar pessoas que estão na bolsa de requalificação”, em particular em “setores que estão deficitários, nomeadamente educação e saúde”, esclareceu.