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Descarrilamento de comboio na Galiza provoca quatro mortos, um deles português

Este artigo tem mais de 4 anos

O maquinista era português e morreu. Outros três passageiros portugueses ficaram feridos. A composição pertence à Renfe, mas a CP alugou-a para prestar este serviço.

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Um comboio de passageiros que fazia a ligação entre Vigo e o Porto descarrilou na manhã desta sexta-feira perto da estação de O Porriño (Pontevedra, na região da Galiza, em Espanha). O acidente causou quatro mortos e pelo menos 48 feridos, sete dos quais em estado grave. Uma das vítimas mortais é o maquinista do comboio, que é português. Há ainda três portugueses hospitalizados com ferimentos. Os outros mortos são o revisor (de nacionalidade espanhola), um turista norte-americano e um maquinista em formação, que viajava como passageiro. Tinha 23 anos.

Marcelo transmite "profundo pesar"

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O Presidente da República publicou uma mensagem de pesar na página da Presidência, transmitindo “às famílias das vítimas mortais, em nome do Povo Português e no meu próprio, os sentimentos do nosso profundo pesar e as nossas mais sentidas condolências e desejar aos feridos rápido restabelecimento”.

“O nosso pensamento está com todos aqueles que foram atingidos neste acidente e, em particular, com quantos sofreram a dor das perdas humanas, a quem transmitimos a nossa mais profunda solidariedade”, concluiu Marcelo Rebelo de Sousa.

Chegou a pensar-se na possibilidade de haver uma quinta vítima mortal, ainda presa dentro da carruagem, mas Manuel Queiró, presidente da CP, confirmou que todas as pessoas foram retiradas de dentro da composição. O comboio, o Celta, faz regularmente a ligação entre o Porto e a cidade de Vigo, em Espanha. Está suspensa neste momento a circulação dos comboios na linha Pontevedra — Tui — Portugal. De acordo com um comunicado da CP enviado à comunicação social, o presidente da instituição dirigiu-se ao local do acidente para acompanhar de perto a situação. A CP confirma que está “em estreito contacto” com as autoridades espanholas “e com a sua congénere Renfe”.

O comboio Celta tinha partido de Vigo às 8h02 (hora portuguesa) e tinha chegada prevista ao Porto às 10h18. No comboio seguiam 69 passageiros. O acidente ocorreu às 8h23 portuguesas.

O Porriño fica situado cerca de 15 quilómetros a norte da cidade portuguesa de Valença.

De acordo com Manuel Queiró, “o material estava em perfeitas condições” e tinha feito a última grande revisão em maio, em Espanha. Na quinta-feira, no Porto, o comboio tinha sido também alvo de uma revisão mais pequena. O responsável descartou também a hipótese de o acidente ter sido provocado pelas obras que decorriam naquela via. A CP e a Renfe estão neste momento a efetuar uma investigação conjunta para apurar os factos.

Ao local foram chamadas várias corporações de bombeiros, incluindo portuguesas, e os serviços de Proteção Civil. Também equipas médicas foram enviadas para o local, de helicóptero, a partir de Santiago de Compostela e Ourense, segundo o jornal La Voz de Galicia.

De acordo com a autarca de O Porriño, aquela via estava atualmente em obras para que os comboios pudessem circular com mais velocidade dentro da povoação. A notícia é avançada pelo jornal El Español. De acordo com o ministro da Economia espanhol, essas obras obrigavam os maquinistas a reduzir a velocidade naquele local. Para já ainda não se sabe se o comboio abrandou, como previsto.

Logo após o acidente, a Renfe, que gere a circulação de comboios em Espanha, lamentou o sucedido através do Twitter:

A Adif, entidade que gere as estruturas ferroviárias (equivalente às Infraestruturas de Portugal) em Espanha, já anunciou que abriu uma investigação para determinar as causas do acidente.

O comboio, composto por três carruagens, terá embatido contra um poste junto à linha. De acordo com informações prestadas pela autarca de O Porriño, Eva García de la Torre, bateu inicialmente contra a base de um viaduto, antes de descarrilar e embater definitivamente num poste de iluminação, 200 metros antes da estação.

Acidente sob investigação

Os comboios que prestam o serviço Celta são propriedade da Renfe e têm trinta anos. A CP alugou-os em 2013, quando inaugurou uma ligação direta entre Campanhã e a cidade galega de Vigo. Inicialmente, o comboio não fazia qualquer paragem entre essas duas estações, mas a meio de 2014 começou a efetuar três paragens intermédias — em Valença, Viana do Castelo e Nine. A composição não parava em O Porriño. Trata-se de um comboio a diesel que alcança uma velocidade máxima de 120 quilómetros por hora.

No local do acidente, o ministro da Economia espanhol garantiu que “o comboio cumpria com todos os requisitos” e lembrou que “foi desmontado completamente em maio e ontem mesmo, em Portugal, passou por outra” revisão. O primeiro-ministro espanhol em funções, Mariano Rajoy, esteve também em O Porriño, onde se inteirou sobre a situação. “Agora o que nos resta, fundamentalmente, é que as pessoas se curem com a maior rapidez possível e que possam regressar às suas casas. Esse é o objetivo prioritário”, disse Rajoy, que expressou igualmente o desejo de que “o serviço rodoviário possa restabelecer-se com a maior celeridade e que a investigação esclareça as causas do acidente”.

O comboio que liga o Porto a Vigo tem um sistema de segurança chamado Asfa, mas não a versão mais recente — que trava automaticamente uma composição caso a velocidade desta esteja acima do limite previsto em cada troço. Este sistema, mais básico, apenas emite um sinal luminoso ou sonoro que obriga o maquinista a reduzir a velocidade. Ainda não é certo, neste momento, se o comboio abrandou ou não, como devia.

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