Para além de atriz, Angelina Jolie é conhecida por se envolver em inúmeras causas humanitárias. A enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados fez um novo discurso oficial, desta vez, em Azraq, na Jordância, onde visitou um campo de refugiados que acolhe cerca de 60 mil sírios — desde crianças, a mulheres grávidas e idosos.

Jolie recorda que mais de metade daqueles refugiados têm menos 18 anos e que “não conhecem outra realidade a não ser aquele ambiente hostil, deserto e rodeado e de arame farpado” e que “carregam feridas físicas e mentais terríveis” graças ao conflito que rompeu na Síria, em 2011.

Os meus próprios filhos têm estas idades e, como qualquer mãe, não consigo imaginar o que seria ter de os ver a passar por uma situação como esta. Parte-me o coração”, comoveu-se Jolie.

A atriz lamentou ainda que o Conselho de Segurança da ONU não tenha chegado a acordo para pôr fim à guerra civil da Síria e voltou a apelar para que na próxima Assembleia Geral da ONU os líderes mundiais coloquem no centro da discussão as causas fundamentais do conflito na Síria.

Angelina Jolie acusa a comunidade internacional de não estar a usar todas as ferramentas ao seu dispor para terminar com a guerra — “as lacunas entre as nossas responsabilidades e nossas ações nunca foi tão ampla“. Já em abril do ano passado, a atriz tinha afirmado que “fracassámos” e que o problema não seria a falta de informação mas sim a falta de vontade política.

Os refugiados não querem ser beneficiários passivos de ajuda, eles querem soluções políticas. Basicamente, eles querem saber quando é que podem regressar a casa”, remata.

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Apesar das dificuldades com que se deparam, os refugiados consideram-se “sortudos” por não estarem presos na Síria, como tantos outros cujas vidas estão em risco.

Em cinco anos de guerra na Síria, 470 mil pessoas já morreram e cinco milhões vivem em campos de refugiados.