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NASA revela primeiras imagens de Júpiter

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As captações da sonda Juno mostram um planeta complexo, com grandes ciclones, tempestades, radiações e um intenso campo magnético que vêm mudar a imagem que se tinha do planeta.

A missão da Juno procura construir o mapa do interior do planeta

NASA/JPL-Caltech/SwRI/MSSS/Betsy Asher Hall/Gervasio Robles

Foram precisos cinco anos de espera até chegarem as primeiras imagens de Júpiter. As captações da sonda Juno mostram um planeta complexo, com grandes ciclones, tempestades, radiações e um intenso campo magnético que vêm mudar a imagem que se tinha do planeta.

Juno, a sonda da NASA na órbita de Júpiter, prova que o gigante gasoso tem um sistema meteorológico do mais complexo. Do material recolhido, chegam relatórios de nuvens altas – tão altas que algumas se viam de noite – e de ciclones turbulentos, que chegam a 1.400km, dez vezes maior do que o tamanho dos ciclones da Terra.

A sonda analisou também o campo magnético do maior planeta do Sistema Solar. A Juno percebeu que esta força de atração é duas vezes mais forte do que na Terra e é “mais forte num lugar e mais fraco noutros”. Este sistema metereológico inconstante deve-se, sobretudo, a fluxos de amónio que, ao chocar, provocam perturbações climáticas.

Mas há mais: as auroras de Júpiter também foram estudadas. Os grandes espetáculos de luz nos pólos de Júpiter devem-se, sobretudo, aos eletrões que se deslocam até à atmosfera superior do planeta, onde, ao chocar, potenciam esses mesmos fenómenos.

O clima é dramático. O que pensávamos saber sobre Júpiter foi subestimado. Há mais variantes, mais pormenores e recursos cada vez que se olha mais perto”, diz Fran Benegal, físico espacial que se juntou a esta missão espacial há mais de dez anos.

O físico confessa ainda que estavam “todos entusiasmados quando as imagens chegaram. Há que ser paciente, mas os resultados são fantásticos”.

A sonda espacial foi lançada a 5 de agosto de 2011. Foram precisos cinco anos até Juno entrar na órbita de Júpiter – a 4 de julho de 2016. A partir dessa data, ficou em órbita nos pólos, sob fortes e intensas radiações do planeta. A cada 53 dias a nave passa perto de Júpiter e acelera sobre as suas nuvens. Em apenas duas horas, a aeronave viaja de um ponto norte de Júpiter, vai até um polo no sul e regressa à posição inicial. Os dados recolhidos podem demorar quase dois dias até serem revelados.

A sonda percorre um trajeto desde um polo até outro, do planeta Júpiter. (NASA/SWRI/MSSS/Gerald Eichstädt/Seán Doran)

Júpiter é um gigante gasoso feito por hidrogénio e hélio e é 11 vezes maior do que a Terra. Todos os outros planetas, mas também asteróides e cometas, caberiam dentro do planeta.

A missão da Juno procura construir o mapa do interior do planeta. O próximo desafio passa, aliás, por tentar descobrir como é o núcleo interno do planeta. A próxima aproximação espacial da sonda acontecerá a 11 de julho.

Veja a fotogaleria com o que já podemos ver sobre o planeta gasoso.

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