As seguradoras estão a sentir dificuldades em obter informações sobre as vítimas mortais do incêndio de Pedrógão Grande, e respetivas famílias, junto de entidades oficiais, reconhece um porta-voz da Associação Portuguesa de Seguradoras (APS). Essas dificuldades resultam do facto do processo da justiça que está a investigar as causas da tragédia estar em segredo.

Os pedidos de informações pessoais em relação a vítimas e familiares têm como finalidade ativar as compensações do Fundo de Solidariedade, criado pelo setor segurador para apoiar as famílias das pessoas que morreram. Este fundo, com uma dotação de 2,5 milhões de euros, destina~se ainda a dar apoio a feridos graves. No entanto, admite fonte oficial da APS, estas compensações ainda não estão a ser pagas, porque antes é necessário apurar a situação concreta de cada família afetada. E esse é o trabalho que está a ser ser feito agora.

A APS distingue igualmente a situação das compensações a pagar através deste fundo solidário, das indemnizações devidas pelas seguradoras aos seus clientes, no quadro da suas obrigações contratuais e que estão a ser pagas com base na informação prestada pelos respetivos clientes.

Fonte oficial da associação acrescenta ainda que não foi apresentada qualquer queixa por parte das seguradoras relativamente às dificuldades no acesso aos dados pessoais, limitando-se a constatar a situação, salientando que existe um objetivo comum: ajudar quem precisa o mais rapidamente possível.