A comissária europeia para o Emprego e Assuntos Sociais, Marianne Thyssen, garantiu esta terça-feira em Lisboa que a inovação social é uma das prioridades para os fundos europeus, representando 10%, e disse que assim continuará no futuro.

Marianne Thyssen, Comissária Europeia para o Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, falava esta terça-feira em Lisboa no encerramento de uma conferência europeia de dois dias sobre “Novas perspetivas para a inovação social”.

Começando por elogiar Portugal por ser dos países mais ativos da Europa na inovação social, a comissária disse que é a inovação social que vai transformar a Europa e vaticinou uma “proteção social moderna” para todos os cidadãos, com o apoio do Parlamento Europeu e dos países membros.

“Os recursos para programas de inovação social triplicaram”, disse a comissária no final da conferência, na Fundação Gulbenkian, onde também o comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, o português Carlos Moedas, subiu ao palco para agradecer aos que participaram e apresentaram projetos nos dois dias de conferência.

Silva Peneda, antigo ministro e consultor de Carlos Moedas, falou também da inovação social como um instrumento novo, uma expressão moderna de fazer política social que pode ajudar a projetar a Europa no mundo.

E sugeriu a criação de uma plataforma de interação para “discutir amplamente” as questões de inovação social, fazendo referência também à sugestão saída da conferência de fazer a partir dela uma “declaração de Lisboa”.

O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva, falou da atualidade e complexidade da inovação social e salientou que “os progressos só são verdadeiros progressos quando acompanhados de formas de inovação social”.

“Há sempre uma dimensão social associada a qualquer salto tecnológico”, disse Vieira da Silva, que falou também dos obstáculos à inovação social, como a resistência à mudança, o défice de qualificação e a burocracia. “Quantos projetos inovadores não terminaram devido às exigências de uma burocracia crescente?”, questionou.