O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa foi internado esta quinta-feira de urgência. Marcelo tinha uma cirurgia a uma hérnia umbilical marcada para janeiro mas que teve que ser antecipada pelo facto de a hérnia ter encarcerado. “O Presidente da República foi esta tarde internado no Hospital Curry Cabral para ser operado a uma hérnia umbilical”, pode ler-se na nota da presidência.

Mas o que é uma hérnia umbilical?

Trata-se de uma protuberância anormal na zona — tal como o nome indica — do umbigo. É motivada pelo deslocamento do conteúdo abdominal através de um defeito a nível do anel umbilical, provocado por esforços. De um modo geral, não provoca complicações, de acordo com o site da CUF. “É mais frequente nas crianças, mas também pode afetar os adultos”, pode ler-se. Além da saliência no umbigo, no máximo a hérnia umbilical provoca dores abdominais ou um desconforto na região.

O problema é que a hérnia de Marcelo encarcerou — uma complicação rara e mais comum nos adultos. O encarceramento torna impossível a sua reinserção na zona abdominal, “reduz o fluxo sanguíneo do segmento de intestino afetado causando dor umbilical e lesão dos tecidos”. Caso o fluxo sanguíneo fique completamente interrompido, a hérnia pode evoluir para hérnia estrangulada. A partir daí as complicações são ainda maiores: morte dos tecidos, infeção que se pode estender a toda a zona abdominal e que pode ser fatal. Nestes casos os sintomas também se manifestam com maior intensidade: dor, náuseas, vómitos, obstipação e febre.

“Uma hérnia estrangulada é uma emergência cirúrgica“, pode ainda ler-se. A cirurgia realiza-se em regime ambulatório, sendo dada alta ao fim de, normalmente, cinco horas. Após a operação, a atividade diária é retomada ao fim de uma semana mas a atividade desportiva só aos 15 dias.