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Globos de Ouro

Então mas não era para ir de preto? Três mulheres quebraram o “dress code” dos Globos de Ouro

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Enquanto dezenas mostraram apoio ao movimento "Time's Up" vestindo-se de preto para os Globos de Ouro, houve três mulheres que contornaram o que todos davam como certo. Quem são elas?

A modelo alemã Barbara Meier foi das poucas a não ir de preto à 75ª edição dos Globos de Ouro. Quem foram as outras?

AFP/Getty Images

A convocatória estava lançada e as celebridades de Hollywood aderiram em peso ao movimento de sensibilização para os episódios de assédio sexual na indústria do cinema. Enquanto dezenas desfilaram de vestido preto na passadeira vermelha, três mulheres destacaram-se por não seguirem o dress code. A primeira a dar nas vistas foi Blanca Blanco.

Blanca Blanco na passadeira vermelha dos Globos de Ouro 2018 © Alberto E. Rodriguez/Getty Images

Dada a morfologia do vestido, o brilharete era mais do que certo, mesmo que esta não fosse uma edição especial dos Globos de Ouro. A atriz é conhecida pelos modelitos extravagantes, mas desta vez a extravagância saltou ainda mais à vista. Usou um vestido vermelho recortado, com uma racha a fazer lembrar a de Bella Hadid nos Festival de Cannes, em 2016. Blanca Blanco disse ao site Refinery24 que adora vermelho. “Vestir de vermelho não significa que esteja contra o movimento”, assegurou.

[Veja no vídeo quem é Blanca Blanco e o escândalo que provocou nos Óscares]

A segunda ovelha a pôr-se fora do rebanho foi a modelo alemã Barbara Meier. Em tempos, foi vencedora do “Germany’s Next Topmodel”, mas na noite de domingo ficou na memória como “a rapariga que foi de cor-de-rosa e lilás à gala onde toda a gente vestiu preto”. O vestido jamais seria eleito o mais elegante da noite, mesmo que Hollywood não estivesse de luto, por isso a modelo alemã de 31 anos acabou só por dar nas vistas. Não passou nem no teste da solidariedade nem no do bom gosto.

A modelo alemã Barbara Meier foi uma das três mulheres a não usar preto na cerimónia de domingo à noite © Frazer Harrison/Getty Images

Na sua conta de Instagram, Barbara antecipou os comentários e justificou a opção. “Não devemos ter de usar preto para sermos levadas a sério. As americanas devem brilhar, ter cor e brilhar. Tal como faz parte da nossa natureza. Na minha opinião, isso simboliza a nossa liberdade e a nossa nova força”, explicou. Mostrou-se solidária com a causa, mas não com a forma escolhida para apoiá-la.

Meher Tetna não se vestiu de preto, mas usou o crachá do movimento Time’s Up © Frazer Harrison/Getty Images

O trio fica completo com Meher Tetna, atriz, produtora e presidente da The Hollywood Foreign Press Association, a entidade que organiza os Globos de Ouro. Meher usou um vestido e um casaco vermelhos, com flores bordadas, mas o crachá do movimento Time’s Up estava lá e, quando subiu ao palco, durante a cerimónia, declarou-se o seu apoio à causa que marcou a noite.

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