O Canadá vai destacar durante um ano para o Mali uma força de apoio aéreo com helicópteros e Capacetes Azuis, no âmbito da missão de estabilização da ONU no país (MINUSMA), anunciou esta segunda-feira o ministro da Defesa canadiano.

A força operacional aérea incluirá helicópteros Chinook, para garantir à MINUSMA uma capacidade de transporte e logística de emergência, e helicópteros Griffon, para garantir escolta e proteção armadas”, indicou o ministro, Harjit Sajjan.

A acompanhar esses helicópteros no terreno, serão enviados militares canadianos, com o objetivo de ter um contingente com paridade entre homens e mulheres. A data do destacamento será definida após consultas com a ONU, disse Sajjan em conferência de imprensa em Otava com a ministra dos Negócios Estrangeiros, Chrystia Freeland.

O Canadá manifestou em novembro a intenção de mobilizar 200 soldados para missões de manutenção da paz, favorecendo a presença feminina nos Capacetes Azuis.

“Uma das nossas prioridades é aumentar a participação das mulheres” nas operações de manutenção da paz, declarou Chrystia Freeland, que lidera o projeto com parceiros estrangeiros. “Queremos assegurar-nos de que o nosso contributo terá um impacto tangível no terreno”, acrescentou.

Criada em 2013, a MINUSMA tem cerca de 12 mil Capacetes Azuis. Mais de 150 Capacetes Azuis foram mortos no âmbito das operações no Mali, o que faz dela, atualmente, a missão de manutenção da paz da ONU mais perigosa do mundo.

O destacamento para o Mali será a primeira missão de paz das Forças Armadas canadianas em África desde aquela que abortou na altura do genocídio do Ruanda, em 1994. Desde que chegou ao poder, no outono de 2015, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, definiu como objetivo ter um assento no Conselho de Segurança da ONU em 2021.