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Habitualmente, o Papa recebe “prendas” de diferentes construtores automóveis. Em 2017, conforme aqui lhe contámos, foi-lhe dado um Opel Ampera-e, para livrar o Vaticano de emissões nocivas. E, em Novembro passado, foi a vez de a italiana Lamborghini agraciar Francisco com a oferta de um superdesportivo. Neste caso, um Hurácan menos amigo do ambiente, mas senhor de um poderoso motor de 5,2 litros a gasolina, com 10 cilindros dispostos em V, capaz de debitar 610 cv de potência e ir de 0 a 100 km/h em escassos 3,2 segundos, para depois atingir 325 km/h de velocidade máxima. Números impressionantes que Francisco quer agora que revertam para os mais desfavorecidos. Até porque continua fiel à sua modéstia de sempre.

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O Huracán que vai a leilão pela mão da RM Sotheby’s já no próximo dia 12 de Maio, no Mónaco (catálogo aqui), não só foi preparado pelo departamento de personalização da casa de Sant’Agata Bolognese (Ad Personam), como exibe uma carroçaria em Bianco Monocerus, com riscas douradas, em homenagem às cores da bandeira do Vaticano. A completar a poderosa estética, umas jantes de 20 polegadas e a assinatura do próprio Papa Francisco no capot.

Segundo a informação divulgada pela leiloeira, a receita da venda – estimada entre os 250 e os 350 mil euros – será doada, estando já definido que 70% do valor arrecadado reverterá para Ninawa , uma das 18 províncias do Iraque que foi atacada e sitiada pelo Estado Islâmico. Os restantes 30% vão dividir-se equitativamente entre três associações: Amici per il Centrafrica Onlus, Groupe International des Chirurgiens Amis de la Main e Association Communauté Pape Jean XXIII.

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