Em fevereiro último, Jared Kushner, genro de Donald Trump e conselheiro próximo do presidente, perdeu a autorização para aceder a informações confidenciais — nomeadamente ao relatório de informação dos serviços governamentais norte-americanos que é disponibilizado ao presidente diariamente. A decisão surgia num momento em que o marido de Ivanka Trump era investigado por ter participado (ainda durante a campanha eleitoral que resultaria na eleição de Trump) numa reunião com uma advogada russa com ligações a Vladimir Putin.

Agora, e volvidos três meses, Kushner viu a autorização ser-lhe restaurada, segundo confirma à CNN fonte próxima da decisão.

O que a CNN também avança esta quarta-feira, e citando o advogado do conselheiro presidencial, Abbe Lowell, é que Kushner foi ouvido em abril pela equipa do procurador especial Robert Mueller, que está a investigar as suspeitas de conluio entre a campanha de Donald Trump e o Governo da Rússia nas últimas eleições. A audição durou, escreve a cadeia americana de televisão, quase sete horas.

Recorde-se que esta é a segunda vez que o genro do Presidente é ouvido por Mueller. Em novembro de 2017, a audição centrou-se na relação (de proximidade) de Kushner com o ex-conselheiro de Segurança Nacional da Administração Trump, Michael Flynn, e à reunião que ambos tiveram (e chegaram a negar num primeiro momento) com o então embaixador russo em Washington, Sergei Kisliak, em dezembro de 2016.

“Desde o ano passado que ele continua esta cooperação completa, providenciando um número imenso de documentação e sentando-se durante horas para responder às duas entrevistas da equipa do procurador especial. Em ambas as ocasiões, ele respondeu a todas as perguntas feitas e fez tudo o que podia para acelerar a conclusão de todas as investigações “, explicou o advogado de Jared Kushner à CNN.