Nicolás Maduro continua a acusar Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia até esta terça-feira — dia em que o seu sucessor recém-eleito, Iván Duque, tomou posse — de estar implicado no alegado atentado de sábado. No Twitter, o presidente da Venezuela disse que vai apresentar provas do chefe de Estado colombiano no ataque com drones na Avenida Bolívar, em Caracas, durante o 81º aniversário da Guarda Nacional Bolivariana.

Logo no sábado, três horas depois dos acontecimentos, Maduro surgiu no canal estatal venezuelano a acusar Juan Manuel Santos:

Neutralizámos a situação em tempo recorde. Foi um atentado para matar-me. Hoje tentaram assassinar-me e não tenho dúvidas que tudo aponta para a direita, a extrema-direita venezuelana em aliança com a extrema-direita colombiana e que o nome de Juan Manuel Santos está por detrás deste atentado.”

Na madrugada desta quarta-feira, o presidente venezuelano voltou ao Twitter para reforçar a ideia de um ataque perpetrado por elementos ligados à extrema-direita: “A direita golpista passou os limites ao tentar, por via da eliminação de um adversário, aceder ao poder político. Defendo e reivindico a paz, a democracia e a Constituição, como único caminho para fazer política na Venezuela”, escreveu.

E não se ficou por aqui, publicando mais tweets, onde diz que “o atentado foi contra todos os venezuelanos e venezuelanas, contra a paz e contra a estabilidade da República”.

No sábado, poucas horas depois de Maduro ter acusado Juan Manuel Santos, a Presidência da Colômbia refutou a afirmação: “Isso não tem base, o presidente está empenhado no batismo da sua neta Celeste, e não em derrubar governos estrangeiros”, disse uma fonte da presidência colombiana aos jornalistas.