9.452 estudantes ficaram colocados na 2.ª fase de acesso ao Ensino Superior. Veja aqui se é um deles

Nota mais alta é um 20 no curso de Engenharia Biomédica e Biofísica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Quase 200 alunos não reclamaram o seu lugar da 1.ª fase nem concorreram de novo.

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Para quem não entrou, ainda há a 3.ª fase, mas são as instituições que decidem se abrem ou não vagas

AFP/Getty Images

Para quem não entrou, ainda há a 3.ª fase, mas são as instituições que decidem se abrem ou não vagas

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Mais de metade dos alunos que se candidataram a uma vaga ao Ensino Superior conseguiram ficar colocados nesta 2.ª fase de acesso. Dos 17.109 estudantes que concorreram a um lugar nas instituições públicas, 9.452 conseguiram entrar no Ensino Superior (55%). Por preencher, ficaram 5.254 vagas, não sendo líquido que todas vão a concurso na 3.ª fase de acesso.

Os dados individuais podem ser consultados no site da DGES, e na tabela que o Observador disponibiliza já a seguir pode confirmar se entrou no curso escolhido, confirmando qual foi a média do último aluno colocado.

[Veja aqui se conseguiu entrar no Ensino Superior. Pode rolar para cima e para baixo dentro do quadro ou fazer uma busca na área de “search”] 

Comparando com o ano letivo anterior, o número de colocados aumentou em termos percentuais. Embora, em números absolutos, haja sensivelmente menos 400 alunos colocados nesta segunda fase (9.452 contra 9.831), a percentagem cresce 4%. O número de candidatos a conseguir entrar para o Ensino Superior representa, este ano, 55% do total, enquanto que em 2017 essa fatia ficava pelos 51%. Nessa altura, comparando com o ano anterior, o crescimento era de 2,6%.

De sublinhar que entre os candidatos que conseguiram lugar no Ensino Superior, 4.796 estudantes ingressaram em politécnicos e 4.656 em universidades. Esta diferença de 140 alunos, que dá vantagem ao número de colocados em politécnicos, é uma inversão da tendência do ano anterior, altura em que as universidades garantiram maior número de colocados, com um avanço de 483 estudantes.

Outra boa notícia para quem ingressa agora no Ensino Superior é o aumento do número de estudantes colocados na sua primeira opção (43% contra 40% do ano anterior).

Terceira fase nas mãos das universidades

Quem não conseguiu lugar na segunda fase de acesso, pode ainda tentar na terceira fase. No entanto, cabe agora a cada instituição decidir se abre ou não vagas e em que cursos pretende fazê-lo, ou seja, apesar de terem sobrado 5.254 lugares não há qualquer garantia de que apareçam disponíveis na terceira fase de acesso.

Segundo a nota do Ministério da Ciência e do Ensino Superior, “quando uma instituição de ensino superior decide abrir terceira fase do concurso, fixa ainda o número de vagas, em valor igual ou inferior às vagas sobrantes da segunda fase acrescidas das vagas não ocupadas pelos estudantes colocados nesta fase que não realizaram a matrícula e inscrição”.

Os lugares que sobram dividem-se por 305 cursos e são, na sua esmagadora maioria, ministrados em politécnicos. Entre eles, houve mesmo alguns que não colocaram quaisquer alunos na 2.ª fase, destacando-se os cursos de Engenharia.

As vagas da terceira fase só serão conhecidas a 4 de outubro e serão divulgadas no site da Direção-Geral do Ensino Superior. O prazo de candidatura é bastante mais curto do que nas primeiras duas fases do concurso e decorre durante quatro dias, terminando a 8 de outubro.

Nem todos os alunos da 1.ª fase se matricularam, quase 200 desapareceram

Para os estudantes agora colocados, a matrícula e inscrição na instituição de Ensino Superior é realizada entre 27 e 1 de outubro. Esta é a única forma de garantir a vaga, já que caso não o façam dentro do prazo legal, os estudantes perdem o seu lugar.

Isso mesmo aconteceu a mais de dois mil alunos colocados na primeira fase. Segundo os números agora divulgados pelo gabinete do ministro Manuel Heitor, “dos 43.992 estudantes colocados na primeira fase do concurso, 38.767 (88,1%) efetuaram matrícula e inscrição”. Os restantes 12% de estudantes que não o fizeram perderam o seu lugar e as 2.149 vagas que não foram reclamadas somaram-se às que já estavam disponíveis (12.457) para esta fase do concurso, conforme dita o regulamento.

Olhando para os números, vê-se que parte significativa desses mais de dois mil estudantes candidataram-se agora à segunda fase (1.965), provavelmente para tentar mudar de curso ou de instituição. Mas há 184 alunos que simplesmente não se matricularam, apesar de terem entrado, nem tão pouco se candidataram de novo, sendo impossível para a tutela saber o que aconteceu nestes casos.

Uma das explicações possíveis é que tenham ingressado numa instituição particular.

Por outro lado, houve quem garantisse a vaga da primeira fase, através da matrícula, mas que tentasse uma nova colocação: entre os mais de 17 mil candidatos, 5.767 já estavam colocados e matriculados durante a 1.ª fase. Em relação aos restantes, 3.295 tinham tentado entrar na primeira fase, mas não conseguiram lugar, e quase seis mil (5.962) não tinham ainda tentado ingressar no Ensino Superior.

Média mais alta: 20 valores

Na segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior é divulgado um dado que não é conhecido na primeira: a nota do primeiro colocado. Nos números nacionais da 1.ª fase, apenas se sabe qual a nota do último estudante que conseguiu garantir lugar em determinado curso, ou seja, quando se fala das médias mais altas de entrada está-se a olhar, na verdade, para as notas mais baixas de entrada naquele curso.

Na 1.ª fase, esse valor era de 189,4 e era simultaneamente a nota do último e do único colocado no curso de Engenharia Civil (lecionado em inglês) na Faculdade de Ciências Exatas e da Engenharia. Emanuel Baptista foi o aluno luso-venezuelano que pôs a Universidade da Madeira no topo da lista das médias. Se houvesse mais alunos colocados na 1.ª fase, o mais provável era que a última nota de ingresso fosse mais baixa que a de Emanuel, o que retiraria a medalha de ouro àquele curso.

Nesta 2.ª fase, e olhando para a nota dos primeiros colocados, a mais alta é um 200,0 no curso de Engenharia Biomédica e Biofísica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Neste curso, ficaram 7 alunos colocados e a nota do último a entrar é de 167,3.

Logo a seguir, surge um 199,5 para um curso do Instituto Superior Técnico, Engenharia Física Tecnológica. Só houve dois alunos colocados nesta fase, sendo a outra nota de 195,5 valores.

O terceiro lugar vai para a mesma instituição, mas no curso de Matemática Aplicada e Computação, também com dois estudantes colocados. O primeiro teve uma média de 198,8, o último de 189,8.

Se olhássemos apenas para a última nota de entrada, como acontece na primeira fase, o resultado seria outro: o primeiro lugar iria para Engenharia Física Tecnológica (195,5), do Técnico, o único curso que surge nos dois rankings. A medalha de prata seria para Matemática Aplicada à Economia e à Gestão (193,0 valores) do Instituto Superior de Economia e Gestão (Universidade de Lisboa) e o bronze iria também para o Técnico para o curso de Engenharia Aeroespacial (191,5).

Mais 73 mil novos alunos

Feitas as contas às duas primeiras fases de acesso ao Ensino Superior, há já 46.070 novos estudantes que ingressam através do concurso nacional. A expectativa é que os números totais, depois de somados também os concursos especiais como os para maiores de 23 anos ou para estudantes estrangeiros, fiquem acima dos 70 mil novos alunos.

“A colocação de estudantes nesta segunda fase confirma as estimativas de ingresso no ensino superior público, que apontam para cerca de 73 mil novos estudantes em 2018/19 quando consideradas todas as vias de ingresso, incluindo cerca de 45.000 novos estudantes a ingressar por via do concurso nacional de acesso”, diz a nota do ministério.

No comunicado do gabinete de Manuel Heitor ressalva-se que apurados estes resultados, “as instituições de ensino superior fora de Lisboa e Porto aumentam o seu peso relativo no número de colocados, representando agora 54% do total de colocados (53% de peso relativo em 2017)”.

O corte de vagas em Lisboa e no Porto foi uma decisão polémica do atual ministro e que tem como principal objetivo levar mais alunos para as instituições do Interior. No entanto, as universidades e politécnicos do Litoral não foram afetados pelos cortes — como pediam os presidentes dos politécnicos — e acabaram por ser estes os mais beneficiados na sequência dos cortes de 5% nas duas maiores cidades do país.

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