Violência

MNE alemão diz que em democracia não há lugar para a violência

Heiko Maas abordava disse numa conferência que a violência não tem lugar na democracia, manifestando a expectativa de que possa haver progressos no diálogo entre os manifestantes e o governo francês.

Heiko Maas, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão

ALEXANDER BECHER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Heiko Maas, disse sexta-feira, em Lisboa, que a violência não tem lugar em democracia, manifestando a expectativa de que possa haver progressos no diálogo entre os manifestantes e o governo francês.

“O Governo francês está a encarar esta questão de forma muito séria. Existe um diálogo, uma reação política a esses protestos. Numa democracia há lugar para a crítica, os protestos fazem parte da democracia, a violência é que não”, disse.

Heiko Maas abordava, a pedido dos jornalistas, durante uma conferência de imprensa conjunta com o homólogo português, as manifestações em França promovidas pelo movimento que ficou conhecido como “coletes amarelos”.

“Espero que seja possível alcançar progressos no formato do diálogo para haver uma solução construtiva”, acrescentou.

Questionado pelos jornalistas sobre se as manifestações em França tinham potencial para alastrar a outros países da União Europeia, Heiko Maas não respondeu.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português aconselhou sexta-feira os cidadãos portuguesas a evitarem deslocações não necessárias a Paris, no sábado, por causa das manifestações convocadas pelos “coletes amarelos”.

Milhares de franceses, envergando “coletes amarelos”, estão a manifestar-se nas ruas há três semanas, bloqueando rotundas e autoestradas, primeiro para exigir a suspensão de um novo imposto sobre os combustíveis, mas depois também para denunciar o aumento de preços e a perda de poder de compra.

No sábado passado, as manifestações em Paris degeneraram em violência, com carros incendiados e montras partidas, tendo resultado na detenção de mais de 400 pessoas.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anulou, entretanto, a taxa sobre combustíveis numa tentativa de aplacar as manifestações e evitar que, neste sábado, se repitam as cenas de guerrilha urbana.

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