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China

Pequim elogia Portugal, “país amigo” e “parceiro estratégico”

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A China destacou as relações diplomáticas com Portugal, sublinhando que "os dois lados aderem aos princípios do respeito, igualdade e benefício mútuo" e abordou a visita do Presidente chinês ao país.

O ministério chinês dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda a importância de "aprofundar a confiança política mútua"

Tiago Petinga/LUSA

A China considerou esta quinta-feira Portugal um “país amigo” e “parceiro estratégico”, enaltecendo o processo de transferência da soberania de Macau, e o desejo de Lisboa em participar na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

“Desde que, há quarenta anos, foram estabelecidas relações diplomáticas, os dois lados aderem aos princípios do respeito, igualdade e benefício mútuo”, afirmou o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, num comunicado enviado à agência Lusa.

A mesma nota destaca o processo de transição de Macau para a soberania chinesa: “Os dois lados resolveram com sucesso a questão de Macau e estabeleceram um exemplo sobre como resolver questões herdadas da História através de consultas amigáveis”.

Macau foi integrado na República Popular da China em 1999, com o estatuto de Região Especial Administrativa, sob a fórmula ‘um país, dois sistemas’, que garante que as políticas socialistas em vigor no resto da China não se aplicam no território, que goza de “um alto grau de autonomia”, à exceção da Defesa e das Relações Externas, que são da competência exclusiva do Governo central chinês.

Pequim lembrou ainda como os dois países ultrapassaram, nos últimos anos, a crise financeira internacional, através do reforço do investimento e comércio.

Desde que, em 2012, a China Three Gorges (CTG) comprou uma participação de 21,35% no capital da EDP, o país asiático tornou-se um dos principais investidores em Portugal, ao comprar participações em grandes empresas das áreas da energia, seguros, saúde e banca, enquanto centenas de particulares chineses compraram casa em Portugal à boleia dos vistos ‘gold’.

Em comunicado, o ministério referiu ainda a visita de Estado do Presidente chinês, Xi Jinping, a Portugal, em dezembro passado, que “serviu para definir as coordenadas para o futuro do desenvolvimento da parceria estratégica global”.

A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações com Portugal e está disposta a trabalhar com Portugal para implementar os importantes acordos realizados durante a visita do Presidente Xi Jinping e fortalecer ainda mais os intercâmbios de alto nível entre os dois lados”, lê-se.

O ministério chinês dos Negócios Estrangeiros sublinhou ainda a importância em “aprofundar a confiança política mútua e trabalhar em conjunto para avançar com a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”.

Lançado em 2013, por Xi Jinping, aquele projeto de infraestruturas internacional inclui a construção de portos, aeroportos, autoestradas, centrais elétricas ou malhas ferroviárias ao longo da Europa, Ásia Central, África e sudeste asiático.

A iniciativa é vista como uma versão chinesa do ‘Plano Marshall’, lançado pelos Estados Unidos, após a Segunda Guerra Mundial, e que permitiram a Washington criar a fundação de alianças diplomáticas e militares que perduram até hoje.

Lisboa tem insistido na inclusão de uma rota atlântica no projeto chinês, o que permitiria ao porto de Sines conectar as rotas do Extremo Oriente ao Oceano Atlântico, beneficiando do alargamento do canal do Panamá.

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